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A revista Jesus Histórico dedica-se a publicar artigos, resenhas e entrevistas com especialistas renomados e jovens pesquisadores. O interesse editorial está associado a todo o enfoque ligado às recentes pesquisas sobre o campo das experiências religiosas. Assim, por exemplo, a revista se interessa em receber trabalhos relacionados às múltiplas e variadas manifestações culturais e artísticas ligadas ao cristianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo, candomblé, espiritismo e outras tantas religiões. Trata-se, portanto, de um projeto editorial transdisciplinar, acadêmico e laico, interessado em congregar profissionais das mais diferentes áreas acadêmicas que pesquisem sobre esta temática.


CHAMADA:
Dossiê: História Social da Intolerância Religiosa na Contemporaneidade

Coordenadores
Carlos Alberto Ivanir dos Santos - 1
Mariana Gino - 2

A intolerância não religiosa é um fenômeno religioso, social e político que acontece exclusivamente em solo brasileiro. Um breve panorama histórico nos mostra, que a intolerância ainda é um dos maiores desafios para a construção da coexistência pacífica em várias parte do mundo. Mesmo garantida por lei, a liberdade religiosa não é uma realidade para todas as religiões no nosso país. Prova disso, é que nos últimos anos assistimos um crescimento significativo dos casos de intolerância religiosa no Brasil e principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Diante do presente cenário nacional, onde as liberdades (políticas, social e religiosas) estão ameaçadas pelo avanço dos conservadorismos, o Dossiê: História Social da Intolerância Religiosa na Contemporaneidade tem por objetivo traz para o campo do debate e analises  trabalhos, estudos e pesquisas que possam contribuir para o fortalecimento da tolerância, das liberdades, diversidades, da equidade, pluralidade e da coexistência pacífica no Estado brasileiro.

 

1 - Pós-Doutorando em História Comparada (UFRJ), membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, do Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER-UFRJ) e Laboratório de Estudos de História Atlântica das sociedades coloniais pós-coloniais (LEHA-UFRJ). Coordenador da Coordenadoria de Religiões tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racimo e Intolerância Religiosa (ERARIR/LHER).Conselheiro estratégico do Centro de Articulações de Populações Marginalizadas (CEAP), Interlocutor da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR), Conselheiro Consultivo do Cais do Valongo. Tem experiência nas seguintes áreas; Educação, Direitos Humanos e Cidadania; Relações Internacionais; Étnicos Raciais e Questões Africanas (religiões e experiências religiosas de matrizes africanas no Brasil).

2 - Doutoranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Especialista em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora, bacharel em Teologia pelo (ITASA-CES/JF/PUC-MINAS) e em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora, licencianda em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Membro dos grupos de pesquisa Religião e Modernidade (PUC-MINAS) e grupo de estudo Áfrikas (UFJF). Coordenador da Coordenadoria de Religiões tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racimo e Intolerância Religiosa (ERARIR/LHER)..  


PROPOSTA DE DOSSIÊ:
Religião, Religiosidades e a filosofia na Antiguidade

Comumente definidas como opostas, filosofia e religião caminharam juntas durante muitos séculos. Na busca por conhecer a origem e o propósito da existência humana e sua relação com a Phýsis, a sociedades da antiguidade, do Ocidente ao Oriente, elaboraram narrativas míticas, filosóficas e religiosas que se integravam em um todo discursivo, simbólicas, onde o pensamento mitológico e o pensamento chamado racional dialogavam na busca por uma verdade acerca da vida humana. É possível observar que as sociedades contemporâneas, herdeiras do racionalismo do século XIX, permanecem separando a filosofia, enquanto discurso científico e racional, das perspectivas religiosas de compreensão do humano. Neste processo de mão dupla, muitas narrativas religiosas tendem a ignorar ou mesmo negar a ciência, acirrando uma disputa como se brigassem pelo mesmo lugar. Assim, acreditamos que a proposta do dossiê Religião, Religiosidades e a filosofia na Antiguidade tem como objetivo refletir sobre os caminhos comuns que foram trilhados entre a filosofia e as religiões na Antiguidade e, talvez, contribuir para que avancemos em direção a uma compreensão da existência humana mais plural e menos fundamentalista.

 

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